07 outubro 2005

CONHECENDO A IDENTIDADE DO SEU PNEU

Dicas do BIB

Dicas do BIB



O que devo fazer para que meus pneus durem mais?

Verifique a pressão dos pneus no mínimo uma vez por mês e, principalmente, antes de um trajeto de longa distância que exija alta velocidade. A pressão correta é um fator de segurança e de durabilidade. Essa verificação deve ser efetuada "a frio" (ter rodado menos de três quilômetros). Não se esqueça do estepe e siga as recomendações do fabricante.




A cada troca de pneu, substitua a válvula , pois ela se deteriora sob a ação da força centrífuga. Ela garante a vedação e torna mais longa a vida útil do seu pneu.

A calibragem é necessária para evitar vibrações. Ela também ajuda a combater o desgaste precoce das peças da suspensão, direção, rodagem e dos pneus.

Verifique o paralelismo das rodas dianteiras, bem como a geometria do veículo (alinhamento, cambagem). Você evitará qualquer desgaste irregular e precoce dos seus pneus.




Faça o rodízio dos pneus. A imagem abaixo é um indicativo para o rodízio padrão dos pneus. Sempre consulte um especialista no momento de efetuar o rodízio.




4 pontos importantes

Não use pneus com estruturas diferentes no mesmo eixo, mesmo que sejam da mesma marca.

Os pneus devem ser retirados com a profundidade de escultura de, no máximo, 1,6mm.

As dimensões dos pneus devem ser homologadas pelo fabricante.

As inspeções periódicas devem ser feitas em revendedores autorizados para que sejam detectados problemas do tipo: pneu cortado, envelhecido, com deformação no flanco (bolha) etc.

Como trocar uma roda mais facilmente?

Leve sempre um par de luvas.

Um saco de lixo sempre disponível no seu porta-malas pode ser útil para colocar o pneu estourado, principalmente se ele estiver sujo de lama!

Tenha sempre disponível um calço para o macaco, em caso de solo inconsistente.

Lubrifique ligeiramente as porcas da roda para facilitar a desmontagem.

Após o conserto e a remontagem, providencie a calibragem do pneu.

Ao trocar pelo estepe, não rode muito rápido pois ele pode não estar com a pressão correta e você corre o risco de não controlar totalmente o carro.

Meus pneus estão gastos?

Se a profundidade do sulco chegar ao nível dessa saliência (limite de 1,6 mm), os pneus deverão ser trocados pois você estará não só correndo risco como também violando a legislação vigente. A Michelin recomenda que não se deixe chegar a esse ponto. Para garantir uma boa aderência em períodos de chuva intensa, aconselha-se trocar os pneus a partir de 3,5 mm de profundidade da escultura restante.




Existe uma pequena imagem do Bib situada no ombro dos pneus Michelin, marcando a localização do indicador de desgaste na banda de rodagem. Esses indicadores são pequenas saliências no fundo dos sulcos ou esculturas.

Por que colocar os pneus novos ou menos usados no eixo traseiro do veículo?

Coloque os pneus mais novos sempre no eixo traseiro para sua maior segurança em situações imprevistas e difíceis (frenagem brusca ou curva fechada), principalmente em pista molhada. Essa dica vale tanto para carros com sistemas de tração dianteira como traseira.

Como posso estocar meus pneus conservando suas características?

Uma estocagem bem feita evitará o envelhecimento prematuro dos pneus. Siga as seguintes dicas:

Na desmontagem, lavar os pneus com água e secá-los bem.
Retirar corpos estranhos (cascalhos, por exemplo) situados nas ranhuras do pneu.
Se os pneus estiverem encaixados nas rodas, estocá-los deitados ou suspensos. Caso contrário armazená-los em pé.
A Michelin aconselha armazenar os pneus em local seco, com temperatura de conforto (nem frio nem quente) e protegido da luz.
Na desmontagem dos pneus (verão-inverno), sinalizar a posição de montagem. Por exemplo: com o auxílio de um giz, escrever 'DE' para dianteiro esquerdo etc.
Se você possui um trailer, motorhome ou qualquer outro veículo que deve "hibernar" e que não pode ser colocado sobre calços, aumentar a pressão em pelo menos 0,5 bar.

Segurança

Em todos os terrenos e condições climáticas, a segurança depende de uma área de contato com o solo relativamente pequena. Portanto, é essencial que você mantenha os pneus sempre em bom estado, substituindo-os sempre que necessário.
A dimensão dos pneus originais do seu carro foi determinada pelo próprio fabricante e pelos fabricantes dos automóveis. Se você for mudar esta dimensão, a capacidade de carga ou a performance, consulte antes um profissional.

Dicas sobre pressão dos pneus

É preciso verificar regularmente as pressões, a cada 15 dias, sem esquecer o estepe. Efeitos nocivos provocados por pressão inadequada nos pneus, mesmo por pouco tempo, não são necessariamente percebidos de imediato.

A verificação de pressão deve ser feita a frio. O veículo deve estar parado por pelo menos uma hora ou não deve ter rodado mais de 2 ou 3Km, a baixa velocidade.

Quando for absolutamente necessário retificar as pressões com os pneumáticos quentes, é preciso tomar as seguintes precauções: não desinflar, aumentar em 4 psi (0,3 bar) as pressões recomendadas e respeitar a diferença de pressões entre os eixos.

No caso de perda de pressão, recomendamos:
- Parar o veículo imediatamente para evitar a degradação do pneu.
- Dirigir-se ao revendedor Michelin mais próximo para desmontar o pneu e procurar a origem do defeito.

Reparo e manutenção

Antes de reparar um pneu sem câmara, é obrigatório efetuar um exame da parte interna do produto, a fim de assegurar a ausência de danos irreversíveis que venham a comprometer a sua segurança. Um pneu reparado sem a aplicação de métodos e ferramentas adequadas pode comprometer a sua segurança e a vida útil do produto.

Verifique regularmente a profundidade da escultura (sulcos). Os pneus possuem uma marcação que indicam ao usuário se eles estão ou não no limite de desgaste. Quanto menor a escultura da banda de rodagem, maior será o risco de derrapagem em solo úmido.

No caso de substituição de apenas dois pneus, por questões de comportamento, é aconselhável montar os pneus novos ou menos usados no eixo traseiro.

Atenção: nunca monte pneus de série inferior a 70 com câmara de ar.

Transformação sobre um veículo

Certificar-se de que solução proposta possui um índice de carga e performance igual ou superior ao pneu original.
Respeitar sempre a legislação em vigor.
Certificar-se de que o diâmetro, largura e off set da roda são compatíveis com o pneu de transformação
Zelar para que o pneu não encoste em nenhum componente do veículo (pinça de freio, amortecedor, carroceria, etc.).
Respeitar a homologação do fabricante.

Farsa ecológica



Por Boris Feldman
boris.feldman@uai.com.br

A importação de pneus usados é uma vergonha (embora uma solução ecológica caída do céu para os países que os exportavam...) e foi em boa hora que a Câmara de Comércio Exterior e o Ministério do Meio Ambiente decidiram interrompê-la.

Mas, se é a importação deste lixo é ilegal, como era praticada?

Porque alguns empresários do setor, sr. Francisco Simeão à frente, se aproveitavam de não haver uma lei específica, mas apenas resoluções, para conseguir sua libe ração por meio de liminares.

O sr. Simeão é o dono da BS Colway, a maior empresa de remoldagem de pneus do Brasil. Um empresário tão esperto que conseguiu convencer Roberto Requião, governador do Paraná, a defender sua causa em comerciais de tevê. Não a importação de lixo, mas o programa Rodando Limpo instituído pela BS Colway.

Aí está a esperteza de Simeão: ele de um lado importa milhões de
pneus sucateados no primeiro mundo. Do outro, faz uma primorosa campanha institu cional para recolher e reciclar pneus velhos abandonados por motoristas e borracheiros em lotes vagos.

O Simeão é tão esperto que só aparece para defender a causa ecológica,
acusando as grandes fabricantes (Pirelli, Goodyear etc) de não estarem
cumprindo as exigências de reciclagem de pneus. É uma forma inteligente de desviar a atenção do público e das autoridades para esta monumental sujeira ecológica provocada pelas importações de usados. E os números assustam: são cerca de oito milhões de pneus descarregados anualmente no Brasil. Destes, são comercializados cerca de dois milhões. E vem a pergunta: onde vão parar os seis milhões restantes?

Não há uma resposta muito objetiva, mas boa parte desta sucata vai parar em pequenas lojas e borracharias que os revendem para motoristas sem condições de comprar pneus novos. Lixo do primeiro mundo é bom negócio no terceiro.

Perigo – Este é o mal-explicado lado ecológico da questão. Mas tem também o aspecto técnico, da qualidade dos remoldados. A BS Colway foi obrigada a tirar do ar suas duas campanhas publicitárias: a que acusava os presidentes das fábricas de pneus de fora-da-lei e também a de seus pneus remoldados, esta considerada propaganda enganosa.

Por que enganosa?

Porque não explicava que se tratavam de remanufaturados, levando o
consumidor a imaginar que estava comprando pneus novos. Além disso, apesar do processo de remoldagem ter sido (questionavelmente) certificado pelo Inmetro , os pneus assim produzidos oferecem uma série de riscos. O primeiro deles é que um jogo de quatro pneus remoldados iguaizinhos por fora podem ter carcaças totalmente diferentes. Uma vinda da Europa projetada para um pneu de neve, outra dos EUA usada em off-road, outra utilizada numa van japonesa e a quarta num Doginho Polara. Imagine um automóvel numa curva fechada de estrada ou sendo freado bruscamente com quatro pneus produzidos sobre carcaças completante diferentes: é claro que vai ocorrer um desequilíbrio de conseqüências preocupantes.

Outro problema dos remoldados é que o processo (ao contrário dos recapados ou recauchutados, que conservam a identificação original da parede lateral) elimina todas as informações do pneu original, não se sabendo mais a velocidade e carga para que foi projetado, nem sua data de fabricação.

No Brasil tudo é possível: remoldados mal-explicados, quebra-matos proibidos na Europa, engates bola que rasgam a canela do pedestre, fluidos de freio que não são fluidos nem freiam e agora os cursos de primeiros socorros condenados pelos médicos. Vale tudo por dinheiro: é só não se esquecer do acerto mensal (é mensalão que chama?) com o tesoureiro-chefe.


FONTE: CORREIO WEB
http://www2.correioweb.com.br/cbonline/vei...nas/col_pap.htm,

05 outubro 2005

Mais uma frarsa da BS COLWAY

Esclarecimento à matéria da Revista JB Ecológico - declaração da BS Colway

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

A Revista JB Ecológico, do Jornal do Brasil, publicou no dia 01 de setembro de 2005, uma declaração do Sr. Francisco Simeão, proprietário da remoldadora de pneus BS Colway, afirmando que o presidente da Michelin esteve nas instalações dessa empresa, ficou impressionado positivamente e que teria comparado essas instalações com as da própria Michelin.

Essas afirmações não são verdadeiras.
O presidente da Michelin nunca esteve nas instalações da BS Colway, não conhece pessoalmente e nunca falou, nem mesmo por telefone, com o Sr. Francisco Simeão.

Por esta razão, já estão sendo tomadas providências para as medidas judiciais cabíveis.

Os membros da ANIP - Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos estão sendo comunicados sobre a falta de veracidade das afirmações do Sr. Francisco Simeão.

A BSColway, assim como outros remoldadores, importam pneus de passeio já usados para vender como "pneus meia-vida" ou para aproveitar as carcaças para fazer a remoldagem, carcaças essas que não são concebidas para ter uma segunda vida. Esse processo, além de trazer lixo para o Brasil, descaracteriza o produto novo original e não oferece segurança aos usuários.

Logo, não só o presidente da Michelin não conhece o Sr. Francisco Simeão e a sua indústria mas, além disso, pautada em seus valores de respeito ao meio ambiente e respeito às pessoas e aos clientes, a Michelin considera essa importação prejudicial ao país e aos consumidores brasileiros.